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Published on May 23, 2012, by in Sexualidade.

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Foto: Google Images

Dr Robert L Spitzer hoje.

Dr. Robert L. Spitzer, 80 anos, é considerado por boa parte do meio acadêmico como o pai da psiquiatria moderna, e mesmo sofrendo de Parkinson, levantou numa madrugada porque precisava fazer algo que o incomodava: Escrever uma retratação sobre um estudo mal concebido realizou no ano de 2003 sobre a terapia reparativa para ‘cura da homossexualidade‘.

Tudo começou quando Dr Robert recebeu uma visita inesperada, um jornalista que se submeteu ao tratamento e deu seu sofrido parecer sobre o assunto e o quanto se sentiu desorientado com essa experiência. Posteriormente a sua declaração, soube que a Organização Mundial da Saúde [OMS] considerou a terapia ‘uma séria ameaça a saúde e bem-estar ~até mesmo à vida~ das pessoas afetadas‘.

Ele comparava a homossexualidade com outras condições psiquiátrica definidas como transtornos, entre elas depressão e dependência de álcool. Por na época pertencer a Associação Americana de Psiquiatria organizou um simpósio sobre o assunto. Apesar de alguns membros serem veementemente contra a opinião de Spitzer, a associação ficou a seu lado e removeu a homossexualidade de seu manual, mas a colocou com ‘transtorno de orientação sexual’ para pessoas que se sentiam deprimidas por serem gays.

Mesmo com o sofrimento que o Parkinson causa, lutou contra a dor para escrever se retratar de seu erro: ‘Eu acredito que devo desculpas à comunidade gay‘, foi a frase final de seu texto.

Fico feliz em saber que o renomado psiquiatra que tanto se esforçou para implantar a terapia de ‘cura de gays‘ voltou atrás na sua forma de pensar a respeito da sexualidade, e agora [mesmo depois de muitos anos] teve coragem de assumir que errou. Parabéns!!!

[Sugestão enviada por @FeCampus e @__Yojimbo]