A diferença do bullying e do bullying homofóbico

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DENUNCIE ESSA COVARDIA!!!
Muito se fala em bullying nos dias atuais, mas alguns de nós passam por um problema um pouco mais complicado, o bullying homofóbico. Aí você pensa: ‘Poxa Peagá, mas bullying não é tudo igual???‘ Talvez, mas você já parou para pensar em alguns agravantes que os gays passam???
Muitos adolescentes sofrem bullying homofóbico em suas escolas. São chamados de ‘viadinho‘, ‘bichinha‘, ‘bichona‘ e seus derivados, e em muitos casos acontecem as agressões físicas, que agravam ainda mais o quadro de medo, baixa estima e problemas psicológicos.
Já adianto que não quero defender que sofremos mais com o bullying, mas que no caso de adolescentes gays, há problemas que muitas pessoas não param para pensar.
Adolescentes gays passam por um problema a mais no caso de agressões e ‘brincadeirinhas‘ de mau gosto. Muitos não são assumidos para família e amigos, e realmente não tem a quem recorrer nesses casos. Como chegar em casa e dizer para seus pais: ‘Mãe. Pai. Sou agredido na escola porque sou gay‘.
Se os héteros já tem medo/vergonha de dizer para os pais que sofrem bullying, imagina um adolescente gay que não é aceito pelo grupo e se sente diferente do resto da galera??? Não é fácil!!!
Pesquisas recentes, como o estudo Discriminação em razão da Orientação Sexual e da Identidade de Gênero na Europa, do Conselho da Europa, identificaram que como resultado do estigma e da discriminação na escola, jovens submetidos ao assédio homofóbico são mais propensos a abandonar os estudos. Também são mais predispostos a contemplar a automutilação, cometer suicídio e se engajar em atividades ou comportamentos que apresentam risco à saúde
As vezes paro e penso em como tive sorte por não passar por isso na escola. Publicamos alguns relatos aqui e leio em outros lugares. Realmente sofro junto com eles. Tento me colocar no lugar de cada um e imaginar o quanto se sentem sozinhos nessas horas. Quer saber??? Dói mesmo que não seja eu, imaginou neles.
Nosso blog é lido por muita gente, alguns estudantes [heteros inclusive] portanto, se você ver alguma caso de bullying [seja homofóbico ou não] vá na direção da unidade de ensino e fale. Vamos abrir a boca e tentar mudar esse quadro.
Em todo caso o e-mail do blog está aqui. Sei que não posso fazer muito, mas me disponibilizo a ajudar. Você sofre com bullying??? Mande um e-mail para nós que tentaremos te ajudar. Sei que não posso ir para o Oiapoque mas posso ajudar se for perto de São Paulo. Não custa pegar um ônibus e ir na sua escola para conversar um pouco sobre bullying com sua direção e alunos.











Muito bom Peagá! Se for do Rio, ES ou Maranhão, posso tentar ajudar também.

É só entrar em contato pelo e-mail do Blog que o Peagá me encaminha.
Eu sofri durante três anos do ensino médio de bullying homofóbico.
Já era excluída num lugar onde o brega e o baixo axé são cultuados por ser metaleira e não me enquadrar aos “grupinhos”. Quando perceberam então que eu era lésbica e não assumida, começaram a disparar agressões de todos os tipos e por todos os lados. O que foi pior.
Durante muito tempo ir a escola era torturante, desde piadinhas, bilhetes, rabiscos em forma de xingamento na carteira e no caderno, na parede, no quadro, até lixo dentro da mochila e agressão física tipo empurrar na fila do lanche. Os bilhetes era do tipo: Renegada. Os xingamentos do tipo: Boiola, viada. As piadas eram: “Mantenha distância que é sapatão.” - “Você calça 44?” e as piores possíveis… Eu ignorava, mas aquilo me destruía. Durante os dois primeiros anos ia raramente as aulas, ia a escola, mas filava aula na biblioteca um lugar que geralmente ninguém ia. Minhas médias caíram e os professores não entendiam o porque, era horrível e eu não tinha com quem falar. O que dizer? Como comunicar a diretoria da escola? Os agressores tinham um álibi: Eles soltavam as agressões e piadinhas, mas não citavam nome, só davam a entender, então eu não podia dizer foi pra mim, mesmo tendo certeza que era pra mim, porque se eu dissesse estaria assumindo e como me assumir? Não assumida, seria ainda mais doloroso o choque de expor a minha sexualidade a família. No ápice de uma das agressões, passei mal, tive que hospitalizada, surtei de nervosismo e não suportando, obriguei - me a tomar uma iniciativa. Chamei os tais pra uma conversa séria e agressiva, tendo o apoio de um dos professores meu amigo. Eles envergonhados e intimidados deixaram de explicitar mas os olhares tortos ainda eram de praxe. Bom, isso já no fim do último ano de ensino médio, que conclui aliviada e com notas melhores.
É realmente triste e tremendamente doloroso.
Sem apoio e com medo, falta a coragem de enfrentar e calar esses vândalos desumanos.
Mas, força, apesar da dor, é o que precisamos ter.
E coragem.
Nossa Giulia, fico triste em saber o quanto vc sofreu com esse tipo de agressão.
Realmente me entristece saber que tantos jovens passam por isso e simplesmente sofrem calados.
O Bullying [seja Homofóbico ou não] realmente precisa acabar, para que as crianças e adolescentes não passem pelo que vc passou.
Espero que não passem Peagá e se passarem que não se calem por medo.
E eu bem sei que é fácil falar ” não se cale”.
Mas, tentem, não se curvem, berrem.
Procurem um amigo confiável, até ajuda profissional se for preciso.
Mas, deixem que isso ocorra.
* NÃO DEIXEM QUE ISSO OCORRA. (corrigindo). rs
Não deixem!!!
Como disse no post, para pessoas que morem perto de São Paulo, posso dar um jeito de ajudar.
Só mandar um e-mail e vejo como posso fazer isso.
Seja visitando sua escola, delegacia de ensino, mas ajudo de algum jeito
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